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Segunda-feira, 25 de Maio de 1970

Poema Quase Apostólico, Aquele grande rio Eufrates

 

Está sereno o poeta
Desprende-se-lhe dos ombros e cai
depois em pregas por ele abaixo a manhã
Não pertecem ao dia os gestos que ele tem
não morrerão na noite seus assombrosos passos
Dizem que ele volta a pôr em movimento a roda
de crianças de atitudes desmedidas
que o vento varreu e parque algum queria
E abre os braços para deixar cair na cidade
um ano favorável ao senhor
E põe o rosto do senhor por trás das suas palavras
Elas decerto o hão-de dar a quem as demandar
 
 

Poema Quase Apostólico; Apresentação, in Aquele grande rio Eufrates

 

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nescritas às 14:07

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